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Triste Situação – Antero Greco sobre o Palmeiras

Antero Greco publicou na sua coluna de hoje no Estado um texto que me atingiu, por ser uma dura e triste realidade.

Lendo o texto, entretanto, eu só me sinto mais inclinado a fazer algo. E fazer algo significa associar-se ao clube e participar da sua vida política. Se o dileto leitor tem alguma insatisfação com a nossa atual situação, reúna forças no melhor espírito “do it yourself” e junte-se aos tantos palestrinos que estão tentando corrigir as rumos dessa instituição centenária chamada Palmeiras.

Abaixo, o trecho inicial do texto, que pode ser encontrado na íntegra aqui.

Time da Turiaçu

Não se sabe ao certo onde começou, mas a gozação já se alastrou pelas mídias sociais, foi às ruas, chegou às arquibancadas. A Sociedade Esportiva Palmeiras, às portas do centenário, virou para os adversários o “Palmeirinha da Turiaçu”. Dessa maneira pejorativa, trata-se de diminuir a importância de uma das agremiações mais populares, mais famosas e de história mais rica do Brasil. Para ficar em linguagem moderninha, a sua imensa torcida sofre de bullying e não dá nem pra se queixar com o bispo.

O papel dos rivais, no futebol, é esse mesmo, o de bulir com os demais. A zombaria com a desgraça alheia é quase tão importante quanto a vitória do time de coração. Não vale o politicamente correto. É da vida. Mas, que para o palestrino a situação dói, não há como negar.

Machuca pra burro, como admite Nilson Pasquinelli, o diagramador do Estado que tem sangue verde. Há anos, ele é o mais preciso termômetro que conheço para medir o humor palmeirense. Ultimamente, anda com a crista baixa, murchinho que só. E, sou testemunha, não faz parte da turma do amendoim nem do limão. Não corneta. Ao contrário, é dos que acreditam sempre.

Ou dos que acreditavam. Nilsão hoje está desacorçoado, a ponto de quase não ter forças nem para protestar. Antes, esmurrava a mesa quando a equipe perdia, xingava o juiz, pedia reforços, ameaçava derrubar o Parque Antártica. Mas confiava na reação. Agora, sorri amarelo diante das provocações, esconde o rosto e se concentra no trabalho. Faz sinal de negativo, quando lhe perguntam se o time vai engrenar.

Eis o grande, incomensurável dano que se está a cometer contra o Palmeiras e sua legião de seguidores. O desânimo e a indiferença empurram o espírito irrequieto para escanteio e teimam em se tornar traços da personalidade da comunidade alviverde. O sangue quente dos nonnos que fundaram o Palestra Itália em 1914 virou água. O inconformismo inerente ao espírito de imigrantes audaciosos dá lugar ao fatalismo. Parece que o palmeirense se acostumou com decepções e humilhações.

O texto continua. Leia até o final clicando neste link.

Nossa sorte, torcedor, é que o Palmeiras só não está no fosso porque este cube é maior que o buraco em que alguns desejam enfiá-lo. Mas é preciso reerguer-se sobre as duas pernas. E isso só vai acontecer com muita pressão, depois que os velhos cardeais que desejam poder no microcosmos de Perdizes forem afastados e derem lugar aos que entendem que o Palmeiras é um clube de dimensão mundial, e deve seguir este destino.

O Palmeiras precisa de nós. O Palmeiras precisa de você!


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