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Cornetas, oscilação e futuro.

Mais uma vez, um jogo daqueles de irritar qualquer Santo. Falhas grotescas, pontos jogados no lixo e a afirmação de que certas coisas não vão parar de acontecer com o Palmeiras.

É incrível ver como um time consegue ser tão superior aos adversários em seus jogos (exceção ao Botafogo) e não transformar isso em pontos. E a cada tropeço, vamos ficando mais distantes do pelotão de líderes, deixando se apagar o sonho do título, dando margem aos ataques da imprensa esportiva e alimentando a cabeça de corneteiros paranóicos. Estes últimos, aliás, valem um aparte.

Cornetas
São os que expulsam nossos melhores valores do Palmeiras, degradando o ambiente de trabalho dos craques e profissionais que aqui estão. Hoje, estão a perseguir Kléber e Valdivia, quiçá Felipão. No passado, pediram a cabeça de Diego Souza, Vagner Love e Cleiton Xavier. São pessimistas de plantão, que armados de seus perfis no twitter agora tem acesso direto aos jogadores, potencializando os danos de seus delírios persecutórios.

Kléber, Felipão, Assunção e Valdivia são o que há de melhor no Palmeiras. São os que temos que manter e fazer satisfeitos. São os que precisam de parceiros para ter melhor rendimento. Criticá-los é um tiro no pé. Para eles, certamente seria melhor estar em uma equipe que disputará o título. Seria melhor para suas carreiras. Valorizaria estes jogadores. Aqui, se não tiverem pelo menos a alegria de trabalhar no dia a dia, nada mais resta, porque neste ano já estamos fora de qualquer disputa, mais uma vez. E a cada jogador de alto nível que perdemos, nossa equipe fica mais fraca e torna-se menos atraente para trazer para cá outros valores.

Rogo aos céus por uma sequência de vitórias. Por gols do Gladiador. Tudo para que estas pragas corneteiras abandonem o pé dos nossos craques. Tudo para que a imprensa esportiva nos esqueça. Tudo para que o ambiente melhore e nosso time possa, enfim, deslanchar.

Oscilação
Mas para deslanchar, precisaremos passar pela fase de oscilação. É o momento que vivemos. Nosso antigo ponto forte, a defesa, tornou-se nosso maior ponto fraco. Gols tolos são tomados todos os jogos. Desde a saída de Danilo, o setor tem oscilado, principalmente pelo fato de não termos reservas qualificados e porque nossa lateral-esquerda é uma avenida desimpedida.

O fato é que as novas peças (Gerley, Fernandão, Ricardo Bueno e, em menor medida, Henrique, que agora está apresentando um excelente futebol) ainda estão encontrando um novo equilíbrio. Nosso time ficou mais ofensivo e, por isso, leva mais gols também.

O que tudo isso indica? Isso demonstra que houve um grave problema de planejamento por parte da nossa diretoria. O Palmeiras está montando o time no meio do campeonato. Este time devia ter sido montado, na pior das hipóteses, durante o Paulista. No Brasileirão, um torneio que exige regularidade, este tipo de oscilação é fatal. Na atual fase, deveríamos somente fazer contratações pontuais, aproveitar uma oportunidade de negócio para trazer um bom valor. Não refazer toda a equipe.

Ponto negativo para a diretoria.

Futuro
O futuro deve começar a ser construído agora. Apesar de todas as críticas e problemas, o Palmeiras tem jogado bem e vê-se que não falta muita coisa para atingirmos um rendimento maior (depois da oscilação, pode vir o rendimento). Felipão é um excelente treinador, deu um padrão tático à equipe, e com algumas peças pode fazer esse time decolar. No momento, é somente um bom time, duro de ser batido e perigoso nas bolas paradas. Com algumas peças, pode se tornar um time menos truncado. O time titular é forte. Com peças de reposição, pode manter o nível mesmo diante de desfalques importantes.

Mas para isso, dependemos da continuidade do trabalho. De estabilidade. Da manutenção de nossa espinha dorsal. Felipão, Cicinho, Henrique, T. Heleno, Assunção, Mago, Luan (sim, ele) e Kléber são a estrutura do time. Apelos para mandar todo mundo embora devem ser amplamente repelidos por aqueles que sejam mais racionais e esclarecidos. Como torcedores, não podemos deixar que nossa fome diante desse longo jejum induza a diretoria a jogar fora o que Felipão construiu com muito trabalho até agora.

Precisamos nos erguer a partir do que já temos. Não começar tudo do zero, mais uma vez.

Por tudo isso, estou com Felipão, Kléber e Valdivia. Apesar que qualquer pesar, precisamos fechar com eles. É com eles que nós vamos, ou não será com mais ninguém nos próximos anos.


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