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Abaixa essa faixa!

Com tantos problemas causados pela Diretoria, comissão técnica, técnico e até jogadores, pelo menos a torcida do Palmeiras podia ajudar, mas não é o que tem ocorrido. No dia em que o Marcão anunciou sua aposentadoria, um “detalhe” na manifestação organizada pela Mancha Verde merece discussão. Trata-se da faixa “homofobia veste verde”, que não foi muito noticiada e nem chegou a ficar muito tempo exposta, segundo a imprensa, porque um dos líderes da manifestação a teria recolhido.

Seria muito otimismo pensar na faixa como uma denúncia, mas ela bem que serve a esse propósito, não é? A homofobia veste verde. A homofobia veste preto e branco, a homofobia veste uma porrada de cores. Em alguns lugares do mundo o racismo também veste as cores de times de futebol. Acredito que no Brasil a luta contra o racismo deve muito ao futebol. Gostaria de um dia dizer o mesmo sobre a luta contra a homofobia.

Será que na origem desse tipo de manifestação homofóbica estão os medos, traumas e frustrações que buscamos evitar quando escolhemos um time e projetamos nele nossa própria imagem? Acho que sim. Mas se isso não nos impede de superar rivalidades regionais e idolatrar argentinos, chilenos, jogadores que até a temporada passada estavam nos times rivais e uma infinidade de outras situações, por que então não é possível aceitar no time um jogador gay bom de bola? Eu sou palmeirense e quero um time que jogue bem e ganhe títulos. Os jogadores podem ser brancos, pretos, gays, japoneses, vesgos ou canhotos. Eu quero é que o cara dentro de campo jogue bem. Se ele ficar com frescura caprichando no nó da chuteira na hora do adversário cobrar falta, isso sim é um problema grave. O que ele faz fora do campo, não é.

Agora, se fosse para discutir o fora do campo, eu gostaria mesmo é de jogadores inteligentes, que se envolvessem no debate político nacional, que questionassem o mercado da bola e, se possível que tivessem bom gosto musical e nunca, em hipótese nenhuma, dançassem Michel Teló. Mas voltando para o tema importante, a sociedade como um todo perde muito quando o futebol é só um meio de expressão de suas frustrações e de canalizar as intolerâncias. Já que o caminho parece tão longo para que o time e a sociedade, a pessoa jurídica do Palmeiras seja como queremos, podemos começar transformando o que é muito maior: a nossa torcida. Que a Mancha, a TUP, as demais organizadas e sobretudo as desorganizadas do Palmeiras sejam um espaço aberto às diferenças e ao debate, para que sejamos protagonistas das mudanças no clube e na sociedade.


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  • Italia

    palestra italia se tornou palmeiras pela intolerancia do governo brasileiro durante a 2ª guerra. Italia era parte do Eixo, aliada ao Japao e a Alemanha NAZISTA. Portanto nossos inimigos, e tivemos que mudar o nome, diretoria, administraçao, etc de muitas coisas relacionadas a estes paises.
    Nao condeno a italia, pois ascendo de italianos, mas fato é fato.

  • http://www.facebook.com/people/Viviane-Mendonça/100002430229990 Viviane Mendonça

    Concordo plenamente!

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