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Como muda o tom!


4 vitórias seguidas, 13 jogos invicto.

O time que no fim do ano passado e no começo do ano era considerado pela mídia como a “quarta força” de São Paulo, agora já “não pode ser descartado” da disputa e “é um time modesto que pode funcionar“.

Olhando os sites após a vitória sobre o Ituano, nenhuma nota negativa sobre o palmeiras. Até o caderno de fofocas do Perrone silenciou.

Daí se pode extrair algumas ideias importantes de se debater. Em primeiro lugar, que a maior parte da imprensa esportiva se resume à comentaristas de video-tape (para usar uma expressão já bem obsoleta). No começo da temporada, palpitam livremente. E jogo após jogo, não mantêm suas apostas e, menos ainda, dão o braço a torcer. Vão mudando de opinião paulatinamente, até apontarem o time desacreditado como favorito. E o favorito, como candidato ao rebaixamento. Este link é bastante ilustrativo disso.

Outra coisa que é possível extrair sobre a nossa sequência de vitórias diz respeito a forma como o palmeirense enxerga a mídia. O tempo todo, vemos os comentários daqueles que culpam a mídia “gambambi” por ser a fonte das nossas crises e problemas.

Isso é uma verdade apenas parcial. Existem sim aqueles que dão voz apenas aos que estão em nosso clube para tumultuar. Entretanto, nosso próprio desempenho esportivo e, não raras vezes, as manifestações esdrúxulas de membros da nossa direção, acabam sendo as causas dos nossos problemas junto à mídia. Afinal, nada melhor que uma crise ou uma desgraça para vender jornal (“é um banco de sangue, encadernado…“).

Ou seja, bastaram algumas vitórias para a mídia esportiva começar a procurar crise em outro lugar. Além disso, a confiança voltou, o grupo parece feliz, Felipão indica que está motivado e a torcida voltou a ter esperança.

Mas nós e a mídia, que nos últimos anos nos acostumamos a ver o Palestra apanhar, sempre temos uma pulga atrás da orelha a gerar uma grande ansiedade na torcida e elenco na hora das decisões. E para eliminá-la, a única solução é consquistar títulos. O peso de uma decisão para o Palmeiras será dobrado até sairmos desse ciclo vicioso em que nos colocaram sucessivas gestões sem êxito esportivo.

Se aparentemente conseguimos reunir condições mínimas (um elenco com um reserva para cada posição, alguns bons jogadores e um time com padrão de jogo consitente orientado sob a batuta de um grande treinador) para disputa de títulos, qual seria a receita para seguir no rumo?

Basta que os mesmos “de sempre” apenas deixem de atrapalhar? Duvido que isso aconteça. Tanto quanto duvido ser o bastante. Ter a imprensa sob controle ajuda, mas o que mais é preciso? Conseguiremos reunir todo o necessário para gritar “é campeão”? O que nos falta para conseguir?

São as respostas que queremos daqui em diante, principalmente, daqueles vão postular o cargo de presidente da SEP no início do ano que vem.


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